
Devia amanhecer por dentro
E to fora
Há chuva de sol lá fora
E neve aqui dentro
Da janela vejo um cenário
De belas paisagens
Encobrindo-se de gelo
Prescinto que vou anoitecer sem canções
Agarrando-me aos seios da noite
Para uma dança em preto e branco
Tenho caus e frenesi
Pronta pra dá a luz uma estrela dançante
Estou em cólicas
Tudo dilata
E meu peito rasga
Um grito de silencio
E É aqui
Bem aqui nesse ponto
Que entro em comunhão com minha
Estrela dançante
Dançando... Dançando...
Aqui
Bem aqui nesse ponto
Ela foge mais
Pra sua dança
E me deixa outra vez
Em frenesi
Em fim
Dançando
sem fim.
fortaleza 18/03/08

Um comentário:
Cumade Mariah,
Você é filha do sol, mas deve ser sobrinha da chuva, pois ela está sempre presente nos seus textos.
Eu, embora filho da chuva e das tempestades, estou sempre de olho na luz solar que emana de você. E aquece.
Beijo
Carlos Roberto Vazconcelos
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