
ERVAS DANINHAS
Quando sinto saudade
De mim
Logo fico só
E nessa solidão
Me acho
me encontro
E tomo conta de mim
Quando estou só
É só quando
Me sinto
Me vejo
E proponho algo que
Me ajude
A ser
A merecer
E crescer
Quando sinto medo
Fico escondida de mim
Distancio-me
E perco-me no labirinto
E crescer
Quando sinto medo
Fico escondida de mim
Distancio-me
E perco-me no labirinto
Tenho vivido entre
verdes prados
E ervas daninhas
Entre eu e a saudade de mim
Mas a saudade
Já não é mais a mesma
Muito menos as ervas daninhas
Só o verde prado
Da relva verdejante
Onde minh’alma repousa
Inebriada
Entorpecida
Ébria
De tanto caminhar
Quando a noite é fria
Releio meus escritos
Consulto os sábios
Procuro um amigo
E não o encontro com esse meu jeito
Desapegado de ser
Na noite escura aproveito
Para me tomar de silêncio
Banhar-me de lama
Fazer uma poesia
E procurar um jeito novo
De ver
De fazer
De dizer
De colher
E então NASCER desse
Barulhento silêncio
Banhada pelas água
verdes prados
E ervas daninhas
Entre eu e a saudade de mim
Mas a saudade
Já não é mais a mesma
Muito menos as ervas daninhas
Só o verde prado
Da relva verdejante
Onde minh’alma repousa
Inebriada
Entorpecida
Ébria
De tanto caminhar
Quando a noite é fria
Releio meus escritos
Consulto os sábios
Procuro um amigo
E não o encontro com esse meu jeito
Desapegado de ser
Na noite escura aproveito
Para me tomar de silêncio
Banhar-me de lama
Fazer uma poesia
E procurar um jeito novo
De ver
De fazer
De dizer
De colher
E então NASCER desse
Barulhento silêncio
Banhada pelas água
Profundas do SER
