segunda-feira, 8 de outubro de 2007

ERVAS DANINHAS




ERVAS DANINHAS


Quando sinto saudade
De mim

Logo fico só
E nessa solidão
Me acho
me encontro
E tomo conta de mim

Quando estou só

É só quando
Me sinto
Me vejo
E proponho algo que
Me ajude
A ser


A merecer
E crescer

Quando sinto medo

Fico escondida de mim
Distancio-me
E perco-me no labirinto


Tenho vivido entre
verdes prados
E ervas daninhas
Entre eu e a saudade de mim
Mas a saudade
Já não é mais a mesma
Muito menos as ervas daninhas

Só o verde prado
Da relva verdejante
Onde minh’alma repousa
Inebriada
Entorpecida
Ébria
De tanto caminhar

Quando a noite é fria

Releio meus escritos
Consulto os sábios
Procuro um amigo
E não o encontro com esse meu jeito
Desapegado de ser

Na noite escura aproveito
Para me tomar de silêncio
Banhar-me de lama
Fazer uma poesia
E procurar um jeito novo
De ver
De fazer
De dizer
De colher
E então NASCER desse
Barulhento silêncio
Banhada pelas água
Profundas do SER