terça-feira, 14 de agosto de 2007




Opus nº.1 para poesia

Como uma chuva de sol
Passeando sobre as calçadas
Dançam sobre minhas memórias
Bailarinas com saltos e pernas ao vento
Dançai
Dançai bailarinas
Dançai alegres como vossos mestres
Acendendo todas as luzes
Dançai porque a noite está breve
E nunca se sabe o que existe dentro dela
Assim se a manhã nos transformássemos
Em cisnes verdadeiros
Estaríamos mais perto da morte
Correndo para o espetáculo luminoso
Que sempre termina entre lagrimas
Entre penas caídas no palco
E no soluço escondido entre os destroços
Dos objetos que se guardam nos bastidores
Dançai
Dançai porque muitos espetáculos são breves
A poesia é um deles
Morre assim que se precipia
Silencio bailarina
Só dançai movimentos rápidos e breves
Para que o meu pensamento
Entre vossos tulhes suaves e leves
Se escreva em paz
Já que o tema não termina
Já que a noite não me anima
Já que a morte não me vinha
Já que as luzes não se apagam
Já que a vida ainda é menina
E os teatros não se fecham

Irei repetindo sempre essa angustia
Em forma de saudade
De futuro
Confuso como todo futuro
E Pleno de esperanças
Mas de braços amputados
Como os olhos e os pés de cada um
Menino artista


Mariahterrasol

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

EU SOU DOS ANOS 60



Eu sou dos anos 60
Dos anos 60 de 1900
Os mais dourados do milênio
A jovem guarda que mudou
O rumo da História do planeta
E mudou porque era as cabeças
Mais impulsivas
cabeludas
E mais decididas
Os jovens mais intuídos
Talvez!
O fim da ditadura
E de Jonh Kenedy
O milésimo gol do Pelé
E a primeira pegada na lua
A explosão musical dos
Quatros cabeludos de Liverpool
E dos Keme-Kazes do Brasil
Lá no Ceará
Os hipes eram chamados de fedorentos
Mas não pichavam os monumentos
Nem seus pulmões de craque
A revolução das mulheres peitudas
E sem sutiens
Fumando
E escondendo a pílula do amor
Que libertou seu sexo
Motivadas pela corajosa Brigitte Bardot

Eu sou dos anos 60

Dos penteados com laquê
Do biquíni de bolinha amarelinha
DA Celi Campelo
Renato e seus Blue Caps
Holistones...
Ainda hoje essas Histórias
Estão sendo contadas
Escritas
E assinadas por todos os cinqüentanos
Que continuam sendo chamados
De jovem guarda!
Mora...
Do rei Roberto Carlos

Eu sou dos anos 60

A chegada da mine saia
Da calça Jeans
E do vestido tubinho
Uma jovem dos anos rebeldes
Que soltou os cabelos
Vestiu-se de homem
E de cigarro nos dedos
Brigava
Sem saber por quê
Pra que
E não queria nem saber com quem
Mas Brigava...
Brigava para não ser diferente
Anormal
Embora parecesse mais uma
Criança especial
Higor é dos anos 90
Perto dos anos 2000
Eu
Apressada caminhando contra o tem Esforçando-me para lá chegar
Ele com o tempo a seu favor
Numa marcha lenta
Como quem tudo domina
Inclusive o próprio tempo...
Eu
Cheias de Histórias para contar...
Ele impaciente ainda sem querer escutar
Sem saber que a sua já esta no ar
Criança esperta
Feita com a tecnologia dos anos 90
Computadorizado
Mas não pense você
Que é de proveta
Parece
É quase
É como se fosse
Mas não é
Eu e Higor
Estamos crescendo
Crescendo sem parar
Até um de nós
Explodir de AR
De tanto AMOR
De tantos Amém