



Cara,hoje fiquei relembrando nossas caminhadas e revi as estradas onde deixamos nossas pegadas. As minhas são sempre do mesmo tamanho, enquanto as suas... Como mudaram... Revendo as primeiras, o maior sentimento foi a saudade! Passando a vista encontrei as que deixamos na estrada da “Casinha Feliz” em Brasília,e aí lembrei dos conselhos da tia Lucia: “ ele vai ser um matemático! Diga aí, futuro engenheiro, se ela tinha razão ? As que deixamos na calçada e entrada do colégio nossa Senhora das Graças, são muito fortes. Fundas. Impossível apaga-las. Talvez pelo medo do desconhecido, pela ansiedade de ver os novos amigos e a timidez em falar com os mestres... essa trilha foi muito iluminada, cheia de esportes radical, no entanto sem muita adrenalina e repleta de alegria. Certo? Alegro-me de ver minhas pegadas juntinhas das suas ainda por mais algumas estradas. E aos onze anos encontrei as suas primeiras sozinhas. Era em direção a escola de tênis de mesa bem longe de casa, na cidade dos funcionários. Confesso que hoje estou mais sensível e com medo do que naquele dia. A partir desse ponto as minhas marcas são cada vez mais raras. Foi então que comecei a trocar os pés pelos olhos. Olhos de coruja. Precisava enxergar longe e também às escuras!!! É muita pretensão dessa mãe aqui!!! Agora compreendo mais alem: que preciso trocar os olhos pelo coração para permitir que o meu amor o torne livre . Livre até de mim. Porque alguém maior que eu o tem na palma de sua mão.
É muito bom e muito fácil ser mãe do HIGOR PONTES e fazer junto com ele essa viagem amorosa, inesquecível e pra eternidade. Com ele tornei-me uma pessoa... Mais pessoa!
Mariah, sua mamy.





