
Dançar é compor trilhas no ar
Com as contas do cotidiano vivido
Dançar é unir contos de sol e lua
Que nos ensina dançar o mundo
É brincar de ser o que não se é
E o corpo sendo asa
É pássaro.
(Anália Timbó )
e vou a todos os cantos.
Literatura
E poeta
Formam uma trilogia perfeita
Seja na companhia
De uma madrugada silenciosa
E plena de canções
Seja no aconchego de uma
Agradável conversa
O poeta
Só quer uma desculpa
Para tomar outro cafezinho
E este
Só quer mais uma poesia
Para em uma linda xícara
Beijar a boca do poeta
Que seduzido
Vai deixando nascer
Livre e sabiamente
Mais uma criação literária
Para o seu bel prazer

Quem me ver assim dançando
Não sabe nada de mim
Quem dança é a menina sapeca
O anjo bom
A criança risonha
Enquanto danço
Você fica com o melhor de mim
Com a minha parte sarada
Você fica em mim
De rostinho colado
Pertinho da bailarina
Que nunca cansa
Nunca acorda
Nunca quer ser gente grande
A criança em mim
Dança sob minhas memórias
Desliza sob minhas auroras
Patina sob o gelo do passado
Pra nunca acordar
E morrer sempre assim
Cheia de uma terna
Criancice