quarta-feira, 3 de setembro de 2008



De braços cruzados

Ninguém ama

Serviu-me esta frase de inspiração

Não pra fazer poesia

Mas pra andar com as mãos

Sair por aí plantando bananeira

Plantando o verbo caminhar

Pra tornar a vida mais lógica

Pra tomar a vida de volta

Pra forçar a vida em revolta

De braços cruzados

Ninguém ama

Insisto no refrão alheio

Ninguém entende a que veio

Ninguém entende o que deseja

Ninguém atende o planeta

De braços cruzados

A voz é escura

A escuta é súdita

O olhar é curto

De braços cruzados

Nunca vou amar

E nem posso terminar

Esta denúncia escrita

Para meu Ego

Dizendo o mesmo que ouvi

E não sei nem de quem...

Mas que descruzou meus braços

Pra escrever suas ultimas palavras:

De braços cruzados ninguém

Dá um abraço

E nem um Adeus.

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